9 de abril de 2018

Lição 3 - Ética Cristã e Direitos Humanos


TEXTO ÁUREO
"O estrangeiro não afligirás, nem o oprimirás; pois estrangeiros fostes na terra do Egito." (Êx 22.21)
VERDADE PRÁTICA
Os direitos do ser humano revelados na Palavra de Deus têm como fundamento o amor.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Gl 3.28: As Escrituras condenam o preconceito e a discriminação
Terça – Tg 5.4-6: A Bíblia Sagrada condena a exploração contra os trabalhadores
Quarta – Mt 25.35-40: Sendo solidários com os necessitados
Quinta – Rm 2.11: Como servos de Cristo não podemos fazer acepção de pessoas
Sexta – 2Ts 3.13: O cristão deve perseverar na prática do que é bom e direito
Sábado – 1Co 10.24: Preocupando-se com os direitos do próximo
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Isaías 58.6-12
6 Porventura não é este o jejum que escolhi, que soltes as ligaduras da impiedade, que desfaças as ataduras do jugo e que deixes livres os oprimidos, e despedaces todo o jugo?
7 Porventura não é também que repartas o teu pão com o faminto, e recolhas em casa os pobres abandonados; e, quando vires o nu, o cubras, e não te escondas da tua carne?
8 Então romperá a tua luz como a alva, e a tua cura apressadamente brotará, e a tua justiça irá adiante de ti, e a glória do SENHOR será a tua retaguarda.
9 Então clamarás, e o SENHOR te responderá; gritarás, e ele dirá: Eis-me aqui. Se tirares do meio de ti o jugo, o estender do dedo, e o falar iniquamente;
10 E se abrires a tua alma ao faminto, e fartares a alma aflita; então a tua luz nascerá nas trevas, e a tua escuridão será como o meio-dia.
11 E o SENHOR te guiará continuamente, e fartará a tua alma em lugares áridos, e fortificará os teus ossos; e serás como um jardim regado, e como um manancial, cujas águas nunca faltam.
12 E os que de ti procederem edificarão as antigas ruínas; e levantarás os fundamentos de geração em geração; e chamar-te-ão reparador das roturas, e restaurador de veredas para morar.
HINOS SUGERIDOS: 145, 245, 572 DA HARPA CRISTÃ
- Mostrar a origem dos Direitos Humanos;
- Correlacionar a Bíblia com os Direitos Humanos;
- Comparar a ação da Igreja com a realidade social.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR
A sensação de impunidade traz a ideia de que os direitos humanos foram estabelecidos para defender os bandidos. Esta não é uma ideia carreta a respeito dos direitos humanos, mas a expressão que denuncia militantes que os usa, não segundo os valores interiores inerentes ao ser humano, mas a uma agenda fraudulenta político-ideológica. Entretanto, é importante ressaltar que a instituição dos direitos humanos é uma expressão do Estado Democrático de Direito. Vivemos num império das leis. Por exemplo, o dogma jurídico de que todo cidadão tem a presunção da inocência é enfatizado, sobretudo, pela Palavra de Deus (1Tm 5.19,20). Só saberá o que significa realmente os direitos humanos quem um dia sofrera injustiça.

INTRODUÇÃO
Grande parte da história da humanidade demonstra que os direitos foram prerrogativas de uma minoria privilegiada. Em tempos modernos foi que surgiu o conceito de direitos fundamentais inerentes à dignidade humana: os Direitos Humanos. Apesar desses conceitos florescerem em tempos atuais, desde a criação do homem, as Escrituras Sagradas revelam a vontade de Deus acerca do que é direito e dever nas relações humanas.

PONTO CENTRAL
A ideia de Direitos Humanos brota do mandamento de amor revelado nas Escrituras.

I – A ORIGEM DOS DIREITOS HUMANOS

1. Definição de Direito.
A raiz da palavra "direito" tem origem no latim rectus, que significa "aquilo que é reto, correto, justo". Na perspectiva da Ética, o que é direito torna-se modelo do que é bom e correto. Assim, a ética, ou a moral, comum a todas as culturas, pode-se expressar em termos de direitos do indivíduo. Esses direitos refletem a dignidade do ser humano, como por exemplo: a proteção à vida, a liberdade individual e a igualdade.
 
Estes são pressupostos fundamentais acerca da dignidade humana.

2. Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão.
Promulgada pela primeira vez em 26 de agosto de 1789, em Paris, na França, essa declaração foi resultado da Revolução Francesa, que inspirada pelo Iluminismo, elaborou 17 artigos proclamando a liberdade e a igualdade entre os indivíduos. Esses direitos passaram a ser considerados "universais", ou seja, válidos para todos os homens em qualquer época ou lugar.

3. Declaração Universal dos Direitos Humanos.
Foi adotada em 10 de dezembro de 1948, após a 2ª  Guerra Mundial, pela Organização das Nações Unidas (ONU). A declaração, contendo 30 artigos, reconhece os direitos "fundamentais" e "universais" do ser humano como o ideal comum a ser atingido por todos os povos e nações sem distinção de raça, sexo, língua ou religião.

4. Direitos Humanos no Brasil.
Em nosso país, a expressão "direitos humanos" foi popularizada durante a década de 1980. Nessa época militantes políticos de esquerda passaram a usar a expressão em oposição ao regime militar. Hoje, após a redemocratização do Brasil e a concessão de amplos direitos ao cidadão, a expressão "direitos humanos" tem sido associada constantemente a "direitos de bandidos". Discute-se, por exemplo, que os "direitos humanos" deveriam valer unicamente para os "humanos direitos".
SÍNTESE DO TÓPICO l
Os direitos humanos são os direitos universais de todo o ser humano.

SUBSÍDIO PEDAGÓGICO

Caro professor, prezada professora, quando se estuda o Direito deparamos com o conceito de "direito natural". Esse aspecto dos estudos jurídicos remonta à ideia de direito inerente à natureza humana. Nesse sentido, os direitos humanos são considerados direitos inerentes a todos os seres humanos, independente de raça, sexo, nacionalidade, etnia e religião. Esses direitos estabelecem a vida, a liberdade de opinião e de expressão, o direito ao trabalho e à educação. São direitos inalienáveis à pessoa.
Neste tópico, é importante fazer uma reflexão sobre a importância da liberdade religiosa que desfrutamos em nosso país, mas que em muitos outros, infelizmente, irmãos nossos padecem perseguições sistemáticas e intensas praticadas pelo Estado ou religião dominante. Nessa oportunidade, a fim de enriquecer a sua exposição, traga dados atualizados sobre essas perseguições.

O site da missão Portos-Abertas traz informações atualizadas, pois trata-se de um movimento de auxílio aos cristãos perseguidos. Como seguidores de Jesus, precisamos ter a consciência de que neste momento há milhares de irmãos em Cristo que são (serão) violados em seus direitos inalienáveis. Oremos pelos cristãos perseguidos!

II – A BÍBLIA E OS DIREITOS HUMANOS

1. Direitos Humanos no Pentateuco.
Os cinco Livros de Moisés revelam o código divino e indicam a maneira de viver de seu povo (Dt 6.1-9). Nesses escritos há um arcabouço de concepções libertárias e igualitárias que antecedem a muitos direitos que vão aparecer na Modernidade. No texto do Pentateuco, Deus requer do povo de Israel que o estrangeiro não seja maltratado (Êx 22.21), que a viúva e o órfão sejam protegidos (Êx 22.22} e que o pobre não seja explorado (Êx 22.25-26). Tais preceitos eram estranhos ao Mundo Antigo e constitui-se numa espécie de síntese da Tora: o cuidado divino para com os menos favorecidos e o valor da dignidade humana.
2. Direitos Humanos nos Evangelhos.
A mensagem de Cristo presente nos Evangelhos resume-se na prática do amor a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40). Durante o seu ministério Jesus quebrou vários paradigmas da cultura dominante. Ao curar no sábado, Cristo colocou a dignidade humana acima do Legalismo (Mt 12.10-13). Ao conversar com a Samaritana, Cristo se opôs ao preconceito étnico (Jo 4.9,10). Ao jantar em casa de Levi, o publicano, Cristo rechaçou atitudes discriminatórias (Mc 2.14-17). Ao receber e abençoar os meninos, Cristo defendeu os direitos das crianças (Lc 18.15-16). Assim, a Palavra de Deus mostra que a fé cristã não está dissociada das necessidades humanas.

3. Direitos Humanos em Paulo.
Em suas cartas, o apóstolo dos gentios reconhece o direito de igualdade entre as raças, as classes sociais e o género (Gl 3.28). O apóstolo também legitimou o uso dos direitos civis ao ser preso em Jerusalém, quando ele evocou sua cidadania romana para não ser açoitado (At 22.25-29). E ao perceber as manobras dos judeus para condená-lo sumariamente, o apóstolo reivindicou o direito de um julgamento justo e apelou para César (At 25.9-12). Assim, as Escrituras nos estimulam à defesa de nossos direitos e de nossa cidadania.

SÍNTESE DO TÓPICO II
Ao longo das Sagradas Escrituras, os fundamentos dos direitos humanos são desenvolvidos.

SUBSÍDIO BÍBLICO-PEDGÓGICO
Uma das narrativas mais tensas da Bíblia encontra-se em Atos 22.25-29, onde ela descreve o momento em que romano. O apóstolo estava prestes a ser açoitado por um centurião, quando decidida e corajosamente perguntou: "É-vos lícito açoitar um romano, sem ser condenado?" O centurião não podia dar aquele tratamento ao apóstolo, pois este estava investido da cidadania romana.

À Luz desse relato bíblico, reflita com os alunos a respeito da consciência dos direitos do cidadão. Essa consciência só é possível a partir da apreensão do conteúdo de nossa carta magna: a Constituição Federal. Neste documento, há um artigo que é considerado o coração de nossa carta: o artigo 5°.

É o artigo que inaugura o texto constitucional que trata especialmente dos direitos individuais e coletivos. Nele, há três itens (VI, VII e VIII) que todo crente deveria ser consciente de sua existência em nosso país. São as nossas garantias constitucionais de liberdade de crença, culto e todo valor religioso que podemos desfrutar em nossa nação. Aprofunde-se no tema e conscientize sua classe a respeito desses direitos fundamentais.

III – A IGREJA E OS DIREITOS HUMANOS

1. A Igreja e o trabalho escravo.
O trabalho é essencial para o sustento da vida. Desde a Criação o trabalho está presente na história da raça humana (Gn 2.15). Sustentar a si mesmo e a família por meio do trabalho é uma dádiva divina e dignifica o ser humano (Ec 3.13; Ef 4.28). No entanto, quando a carga horária é exaustiva, os salários são baixos e as condições de trabalho são degradantes, a dignidade humana é violada e o trabalho se torna em escravidão. A igreja de Cristo não pode ficar insensível diante do trabalho escravo. Há uma condenação direta e objetiva da Palavra de Deus, segundo Tiago, que condena a exploração e a injustiça praticada contra os trabalhadores (Tg 5.4-6).

2. A Igreja e os prisioneiros.
Em 2014, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) do Brasil divulgou que a nossa população carcerária era de 563.526 presos e que estavam encarcerados 206.307 prisioneiros além da capacidade de vagas. Somado ao problema da superlotação, os presídios públicos também não oferecem as condições mínimas de dignidade humana, higiene e salubridade. Nosso índice de reincidência no crime é de 70%, o que demonstra a ineficiência do Estado na ressocialização dos prisioneiros. A igreja não pode negligenciar o seu papel de visitar e evangelizar os encarcerados (Hb 133). Por meio da ação dos servos de Cristo, os prisioneiros recebem dignidade e, sobretudo, a salvação (Mt 25.36-40; Lc 4.19).
3. A Igreja e o problema social.
Os principais problemas sociais do Brasil são o desemprego, a precariedade de moradia, a saúde, a segurança, a educação e outros. Como resultado da ineficiência do Estado os índices de violência e de criminalidade aumentam a cada dia. É consenso que tais problemas são agravados pelo desvio das verbas públicas por meio da nefasta prática da corrupção. Habacuque, em sua época, constatou problemas similares: opressão, violência, Litígio, impunidade, suborno e juízo distorcido (He 1.1-4). O profeta tinha a consciência de que o mal a ser combatido era o pecado. Assim como fez Habacuque, e como ensina o cronista, a igreja deve unir forças para restaurar a nação por meio da confissão sincera e do clamor a Deus (2 Cr 7.14).

SÍNTESE DO TÓPICO III
A igreja local está imersa na realidade social de seus membros.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Após a exposição deste último tópico, faça uma discussão em classe. Divida-a em três grupos e maneje cada um de acordo com os temas respectivos:
Grupo 1: igreja e trabalho escravo;
Grupo 2: igreja e prisioneiros;
Grupo 3: igreja e problema social.

Solicite que os grupos discutam os temas a fim de apresentar uma ideia prática de como a igreja pode contribuir com a sociedade para amenizar esses problemas. É importante que as propostas tenham fundamentação bíblica. Ao terminar a discussão em grupo, dê um tempo de no máximo cinco minutos para que cada grupo exponha as ideias à classe. Encerre a aula lendo a regra de ouro que se encontra no Sermão do Monte: "Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós, porque esta é a lei e os profetas" (Mt 7-12).

CONCLUSÃO
Nenhum outro livro tem enaltecido tanto a dignidade humana como o faz a Bíblia Sagrada. As Escrituras revelam o amor de Deus sem acepção de pessoas (Jo 3.16; Rm 2.11). A igreja é advertida em perseverar na prática do bem ao próximo (2 Ts 3.13). E os que ficam impassíveis diante da violação dos direitos humanos são considerados pecadores (Tg 4.17).

PARA REFLETIR
A respeito do tema "Ética Cristã e Direitos Humanos", responda:

• Dê o significado da palavra "direito".
A palavra "direito" significa "aquilo que é reto, correto, justo".

• De acordo com a lição, explique a formação dos Direitos Humanos.
Com o advento da 2a Guerra Mundial, e após a tragédia que ela trouxe ao mundo, no dia 10 de dezembro de 1948 foi adotada a Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU).

• Segundo o Pentateuco, destaque os grupos de pessoas que devem ser protegidos socialmente.
O estrangeiro (Êx 22.21), a viúva e o órfão (Êx 22.22) e o pobre (Êx 22.25-26).
• De acordo com os Evangelhos, em que se resume a mensagem de Cristo?

A mensagem de Cristo presente nos Evangelhos resume-se na prática do amor a Deus e ao próximo (Mt 22.37-40).

• No tópico três há uma lista de urgências que a igreja não pode se esquivar. Quais são essas urgências? Justifique a sua resposta.
O trabalho escravo, os prisioneiros e os problemas sociais. Os seguidores de Jesus, têm na mensagem dEle, a responsabilidade de levar aconchego espiritual aos necessitados.

Fonte: Lições Bíblicas 2° trimestre de 2018, Adultos – CPAD| 
Divulgação: http://escolabiblicadominicalbr.blogspot.com.br

7 de abril de 2018

Lição 2 - Ética Cristã e Ideologia de Gênero


TEXTO ÁUREO
"E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou." (Gn 1.27)
VERDADE PRÁTICA
A doutrina da criação do ser humano revelada nas Escrituras Sagradas, em que a distinção dos sexos é o padrão, não pode ser relativizada.
LEITURA DIÁRIA
Segunda – Sl 1.1,2: Os cristãos não andam segundo o mundo
Terça – Rm 15.4: As Escrituras servem ao nosso aprendizado
Quarta – 1Tm 3.16,17: A Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para a boa conduta
Quinta – Sl 100.5: A verdade do Senhor é imutável e dura de geração a geração
Sexta – 1Pe 1.15: Os seguidores de Cristo foram chamados para ser santos em toda a esfera da vida
Sábado – Ap 1.3: Bem-aventurados os que leem, escutam e guardam a Palavra de Deus
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Isaías 5.18-24
18 Ai dos que puxam a iniquidade com cordas de vaidade, e o pecado com tirantes de carro!
19 E dizem: Avie-se, e acabe a sua obra, para que a vejamos; e aproxime-se e venha o conselho do Santo de Israel, para que o conheçamos.
20 Ai dos que ao mal chamam bem, e ao bem mal; que fazem das trevas luz, e da luz trevas; e fazem do amargo doce, e do doce amargo!
21 Ai dos que são sábios a seus próprios olhos, e prudentes diante de si mesmos!
22 Ai dos que são poderosos para beber vinho, e homens de poder para misturar bebida forte;
23 Dos que justificam ao ímpio por suborno, e aos justos negam a justiça!
24 Por isso, como a língua de fogo consome a palha, e o restolho se desfaz pela chama, assim será a sua raiz como podridão, e a sua flor se esvaecerá como pó; porquanto rejeitaram a lei do SENHOR dos Exércitos, e desprezaram a palavra do Santo de Israel.
HINOS SUGERIDOS: 75, 133, 490 DA HARPA CRISTÃ
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
- Explicar Ideologia de Gênero;
- Arrazoar a respeito das consequências da Ideologia de Gênero;
- Mostrar o ideal divino quanto aos sexos.

• INTERAGINDO COM O PROFESSOR

Muitos em nome da diversidade ou do direito à opinião solapam a ideia de verdade objetiva das coisas. A estratégia é dar ênfase a um fato que não se pode negar, mas ignorar a obviedade de tantos outros. Por exemplo, quem pode negar a diversidade cultural? Quem pode negar o direito à opinião? Entretanto, também é verdade que existem culturas que degradam o ser humano, bem como opiniões que são desqualificadas e completamente absurdas. Outrossim, a história mostra que pessoas que pautaram-se pela Palavra de Deus tiveram valores éticos-espirituais muito claros.
INTRODUÇÃO
Teorias sociais, que nascem em laboratórios de ciências sociais das principais universidades do mundo, ensinam que as diferenças entre os sexos são resultados da relação histórica de opressão e preconceito entre homem e mulher. A este entendimento dá-se o nome de "ideologia de gênero". Os defensores deste conceito promovem a inversão dos valores e afrontam os princípios cristãos. Apesar de cada época apresentar desafios diferentes à fé cristã, as Escrituras advertem aos cristãos o viver em santidade em todas as épocas e culturas (1Pe 1.15,23-25).

I - A IDEOLOGIA DE GÊNERO

1. Definição de Ideologia.
O termo foi desenvolvido pelo francês Destutt de Tracy (1758-1836). O conceito foi amplamente usado pelos alemães Karl Marx e Fredrich Engels, autores do Manifesto Comunista (1848). A palavra é composta pelos vocábulos gregos eidos, que indica "ideia", e logos com o sentido de "raciocínio". Assim, ideologia significa qualquer conjunto de ideias que se propõe a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individual, ou seja socialmente. Em sentido amplo, a ideologia se apresenta como o que seria ideal para um determinado grupo.
PONTO CENTRAL
Apesar do "espírito" relativista de nosso tempo, a Palavra de Deus não muda.

2. Ideologia de Gênero.
A palavra "gênero" tem origem no grego genos e significa "raça". Na concepção da Lógica, o termo indica "espécie". Usualmente deveria indicar o "masculino" e o "feminino", como ocorre na Gramática. Nesse sentido, a expressão é inofensiva; porém, na sociedade pós-moderna tal significado é relativizado e distorcido em "ideologia de gênero". Essa ideologia também é conhecida como "ausência de sexo". Esse conceito ignora a natureza e os fatos biológicos, alegando que o ser humano nasce sexualmente neutro. Os ideólogos afirmam que os gêneros — masculino e feminino—são construções histórico-culturais impostas pela sociedade.
3. Marxismo e Feminismo como fonte dessa ideologia.
Nos escritos marxistas a ideologia deixa de ser apenas "o conhecimento das ideias" e passa a ser um "instrumento" que assegura o domínio de uma classe sobre outra. O marxismo exerceu forte influência no feminismo, especialmente o livro "A Origem da família, a propriedade privada e o Estado" (1884), onde a família patriarcal é tratada como sistema opressor do homem para com a mulher. Desse modo a ideia central do conceito de gênero nasceu com a feminista e marxista Simone de Beauvoir autora da obra "O Segundo Sexo" (1949), onde é afirmado que "não se nasce mulher, torna-se mulher". Assim, do contexto social marxista, que deu origem à "luta de classes", surgiu a ideologia culturalista como sendo "luta de gêneros", ou seja, uma fantasiosa "luta de classes entre homens e mulheres". Nesse aspecto, a Ideologia de Gênero pretende desconstruir os papéis masculinos e femininos na sociedade atual.

SÍNTESE DO TÓPICO l
Criada a partir do Marxismo e do Feminismo, a Ideologia de Gênero relativiza os conceitos de masculino e feminino.
SUBSÍDIO PEDAGÓGICO
Trabalhar corretamente o conceito de Ideologia de Gênero é muito importante para esta aula. Por exemplo, deve-se ressaltar que a Ideologia de Gênero não se alimenta apenas de um sistema ideológico, mas de vários. Não é correio dizer, por exemplo, que a Ideologia de Gênero é somente uma proposta do Marxismo, apesar deste sistema de ideias a alimentar, entretanto, não é só ele o responsável pelo advento dessa ideologia.

A especialista em ideologia de Gênero, Marguerite A. Peeters, usa a expressão "resíduos ideológicos" para se referir à fonte de alimentação da ideologia de Gênero, Logo, além do marxismo, a Ideologia de Gênero alimenta-se do caldo de revoluções culturais impostas sobre as culturas do Ocidente ao longo de séculos: maniqueísmo, naturalismo, deísmo, laidsmo, niilismo, freudismo, feminismo, existencialismo ateu, dentre outros. Caso deseje aprofundar esses sistemas, no sentido de procurar saber o que propõe cada um deles, consulte um bom dicionário de filosofia.
II- CONSEQUÊNCIAS DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

1. Troca de papéis entre homens a mulheres.
A ideologia de gênero propaga que os papéis dos homens e das mulheres foram socialmente construídos e que tais padrões devem ser desconstruídos. Essa posição não aceita o sexo biológico (macho e fêmea) como fator determinante para a definição dos papéis sociais do homem e da mulher. Entretanto, as Escrituras Sagradas ensinam com clareza a distinção natural dos sexos (Gn 2.15-25; Pv 31.10-31).

Outra consequência lógica dessa ideologia é que a determinação do sexo de uma pessoa agora é definida pelo fator psicológico, bastando ao homem, ou à mulher, aceitarem-se noutro papel. Além disso, faz-se apologia à prática do homossexualismo e do lesbianismo. Tanto as Escrituras quanto a tradição eclesiástica sempre confrontaram essa tendência humana de inverter os papéis naturais (Rm 1.25-32; Ef 5.22-33).

2. Confusão de identidade para o ser humano.
Os adeptos desta ideologia afirmam que a sexualidade (desejo sexual) e o gênero (homem e mulher) não estão relacionados com o sexo (órgãos genitais). Desse modo, a identidade de gênero e a orientação sexual passam a ser moldadas ao longo da vida. Por exemplo, a criança passa a decidir depois de crescida se quer ser menino ou menina. É o aprofundamento dramático da distorção da natureza humana relatada pelo apóstolo Paulo (Rm 1.26,27). Essa indefinição acerca da própria identidade produz no ser humano um efeito destruidor e provoca nele uma confusão de personalidade, gerando graves problemas de ordem espiritual e psicossocial. Tal ideologia induz ainda ao pior dos pecados: a insolência da criatura de se rebelar contra o seu Criador (Rm 9.20).

3. Desvalorização do casamento e da família.
A ideia é de que o desaparecimento dos papéis ligado ao sexo provoque um impacto deletério sobre a família. A Ideologia de Gênero considera a atração pelo sexo oposto, o casamento e a família estereótipos sociais previamente estabelecidos pela sociedade. Nesse contexto, a primeira instituição amada pelo Criador (Gn 2.24) passa a ser constantemente desvalorizada, criticada e massacrada. Estes e outros males são resultados da depravação humana e sinais da iminente volta do Senhor Jesus (2 Tm 3.1-5).

SÍNTESE DO TÓPICO II
A ideologia de gênero propaga distorções da personalidade e dos traços psicológicos do ser humano.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
CONSCIÊNCIA
Esse termo, que é inexistente no Antigo Testamento, mas que ocorre trinta vezes no Novo Testamento, vem de sunerdesis que quer dizer um conhecimento acompanhador ou co-percepçõo. Não é uma faculdade separada, mas um modo pelo qual as faculdades gerais (intelecto, sensibilidade e vontade) agem. A consciência é definida como a voz da alma ou a voz de Deus, porque age aprovando ou reprovando nossos atos; é uma espécie de juiz dos nossos atos e dos alheios. 'Por natureza moral do homem se entende aqueles poderes que o tornam apto para as boas ou más ações. Esses poderes são o intelecto, a sensibilidade e a vontade, juntamente com aquele poder peculiar de discriminação e de impulsão que denominamos de consciência [...] E. H. Bancroft.

[...] Ainda que a Bíblia não pretenda fornecer uma definição categórica sobre o que seja a consciência, lemos em Romanos 2.13-15 algo sobre o fato de que todos os homens têm uma lei gravada em seus corações, que é a lei moral, uma norma do dever. Se essa norma é a Palavra de Deus, dizemos que se trata de uma consciência iluminada; em caso contrário, trata-se de uma consciência obscurecida (FILHO, Tácito da Gama Leite. O Homem em três tempos. 2,ed. Rio de Janeiro: CPAD, 1932, p.60).

III- O IDEAL DIVINO QUANTO AOS SEXOS                          
1. Criação de dois sexos. 
A Bíblia revela que Deus criou dois sexos ana-tomicamente distintos: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou" (Gn 1.27). Portanto, biologicamente o sexo está relacionado aos órgãos genitais e às formas do corpo humano. Assim sendo, os seres humanos nascem pertencendo ao sexo masculino ou ao feminino; o homem, designado por Deus como macho, a mulher como fêmea. Por conseguinte, não podemos alterar a verdade bíblica para acomodar a ideologia de gênero. A cultura humana permanece sob o julgamento de Deus (1Pe A.17-19).

2. Casamento monogâmico e heterossexual.
Ao instituir o casamento Deus ordenou: "deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24). Isto significa que a união monogâmica (um homem e uma mulher) e heterossexual (um macho e uma fêmea) sempre fez parte da criação original de Deus. A diferença dos sexos visa à complementaridade mútua na união conjugal: "nem o varão é sem a mulher, nem a mulher, sem o varão" (1Co 11.11). Assim, mudam-se as culturas e os costumes, mas a Palavra de Deus permanece inalterável (Mt 24.35).

3. Educação dos filhos com distinção dos sexos.
Educar não consiste apenas em suprir os meios de subsistência e proporcionar o bem-estar necessário à família. Cabe também aos pais educar os filhos na admoestação do Senhor (Ef 6.4), promover o diálogo e o amor mútuo no lar (Ef 6.1,2). A família cristã não pode perder a referência bíblica na educação de seus filhos. Por exemplo, explicar e orientá-los de que homens e mulheres possuem órgãos sexuais distintos, fisiologia diferente e personalidades díspares é responsabilidade dos pais. Sigamos, pois, com respeito às pessoas, não discriminando-as, mas se posicionando com toda firmeza na distinção de homem e mulher e na coibição da inoportuna ideia de "luta de gêneros" (Gn 1.27; 1Co 11.11,12; Ef 5.22-25).

SÍNTESE DO TÓPICO
Deus criou os dois sexos dentro de uma instituição monogâmica e heterossexual (casamento). Logo, devemos educar nossos filhos no ideal da distinção dos sexos.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Vídeos sobre a Ideologia de Gênero


CONCLUSÃO
A Ideologia de Gênero pretende relativizar a verdade bíblica e impor ao cidadão o que deve ser considerado ideal. Acuada parcela da sociedade não esboça reação e o mal vem sendo propagado. No entanto, a igreja não pode fechar os olhos para a inversão dos valores. Os cristãos precisam reagir e "batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos" (Jd v.3).

PARA REFLETIR
A respeito do tema "Ética Cristã e Ideologia de Gênero", responda:
• O que significa ideologia?
Ideologia significa qualquer conjunto de ideias que se propõe a orientar o comportamento, a maneira de pensar e de agir das pessoas, seja individual ou socialmente.

• O que os ideólogos afirmam sobre os gêneros masculino e feminino?
Os ideólogos afirmam que os gêneros — masculino e feminino — são construções histórico-culturais impostas pela sociedade.

• Cite as três consequências da ideologia de gênero.
Troca de papéis entre homens e mulheres; confusão de identidade para o ser humano; desvalorização do casamento e da família.
• Destaque quais elementos constituem o ideal divino quanto aos senos.
Criação dos dois senos; casamento monogâmico e heterossexual; Educação dos filhos com distinção dos sexos.

• O que pretende a ideologia de gênero?
A Ideologia de Gênero pretende relativizar a verdade bíblica e impor ao cidadão o que deve ser considerado ideal.

Fonte: Lições Bíblicas 2° trimestre de 2018, Adultos – CPAD| DivulgaçãoSubsídios EBD


26 de março de 2018

“Unicórnio de gênero” quer ensinar crianças que sexo biológico não existe

“Unicórnio de gênero” quer ensinar crianças que sexo biológico não existe

 “A ideologia de gênero é completamente insana", denuncia intelectual conservador.

Unicórnio de Gênero
O Dr. Jordan Peterson é um dos intelectuais conservadores mais influentes do momento. Seu livro “12 Regras Para a Vida: Um antídoto para o caos” ainda não está disponível em português, mas ele já tem público cativo por aqui devido a seus vídeos legendados disponíveis nas redes sociais.
Psicólogo clínico, o canadense Peterson tem influenciado a compreensão moderna sobre a personalidade, sendo considerado um dos maiores defensores da liberdade de expressão, opondo-se continuamente ao discurso da “política da identidade”.
Recentemente ele condenou a doutrinação dos alunos nas escolas, onde são expostos à ideologia de gênero, o que ele classifica de “doutrina completamente insana”.
Em um podcast, publicado recentemente, ele denunciou o uso de personagens como “Unicórnio de Gênero” ou o “ursinho de pelúcia assexuado” ​​para ensinar às crianças que o sexo biológico não existe, sendo prevalente apenas o sentido psicológico do sexo.
O psicólogo disse que na América do Norte o novo experimento social em sala de aula é a ficha de “identidade de gênero”, onde as crianças são convidadas a repensar o que seus pais lhe ensinaram a vida toda. Todos os alunos recebem instruções sobre como podem escolher o “gênero” que quiserem, ou nenhum, se preferirem.
Sendo um animal mítico, o unicórnio pode ser visto como masculino, feminino, ambos ou mesmo sem sexo (neutro). Algumas escolas chegam a fazer “testes” para sabes com quais dessas opções os alunos se identificam.
Unicórnio de Gênero
“Isso é basicamente direcionado para prepará-los antes do ensino médio e superior. Eles estão incutindo cada vez mais cedo essa tal filosofia de identidade”, destacou, deixando claro que vê “sérios problemas com essa doutrinação”.
“O primeiro problema é ignorar que existem diferenças biológicas entre homens e mulheres. A grande maioria das pessoas sabem o seu sexo biológico e agem de acordo com ele. Então, a ideia de que identidade e biologia são independentes é completamente insana”, conclui Peterson.
“Outro problema é tentar reimaginar o sexo biológico, descrevendo-o como “gênero”, e dizer que orientação sexual é “fluída” é algo completamente ilógico”, acredita. O psicólogo apontou que todo esse discurso se contradiz toda vez que se alguém fala sobre deixar de ser gay ou procurar terapia para isso.
“O lobby LGBT está totalmente armado contra qualquer coisa que cheire à terapia de conversão e a ideia que você poderia abandonar uma identidade primariamente homossexual”, lembrou. “Isso é ilegal em muitos Estados [do Canadá e dos EUA]. Mas se há uma completa independência entre a biologia, a identidade, a expressão e a preferência sexual, então não há razão para supor que uma pessoa não possa mudar”.
“Se o gênero é fluido e depende apenas de uma escolha subjetiva, por que criar leis que regulem isso? E por que esse mesmo argumento não pode ser usado pelos conservadores para falar sobre gays que desejam ser hetero?”, questionou.
Para o intelectual, não seria incômodo ver tantas pessoas defendendo um discurso incoerente se elas não tivessem tamanha influência na sociedade contemporânea e apoio midiático.
Parte da fama de Peterson veio em 2016, depois que ele se opôs publicamente ao governo que passou a incluir na Lei dos Direitos e no Código Penal do Canadá a chamada “expressão de gênero” e a “identidade de gênero” (transexualidade). Com informações deLife Site News
Fonte: Gospel Prime