22 de setembro de 2017

Mega debate - Exposição Santander -



Mega Debate - Exposição Queermuseu - Santander
 Ricardo Boechat, o ateu
Joice, a jornalista, Katanguiri, o pequeno gigante do MBL, Karnal, o desta vez espiritual, Cortella, cortando o barato dos esquerdopatas, mamãe Falei, falou e disse.





NOTA DE REPÚDIO

NOTA DE REPÚDIO


A Diretoria da CONFRAMADEB - Convenção Fraternal dos Ministros das Igrejas Evangélicas Assembleias de Deus no Estado da Bahia por meio desta nota pública manifesta seu veemente repúdio à Exposição QueerMuseu patrocinada pelo dinheiro público através da Lei Rouanet, utilizada pelo Banco Santander, através da renuncia fiscal, entre 15 de agosto a 08 de setembro do corrente ano, na cidade de Porto Alegre, RS.
O uso deste expediente (Renuncia Fiscal) tem como um dos seus objetivos além de beneficiar as empresas, é gerar bem-estar para a sociedade, o que certamente não ocorreu com esta desastrosa, vergonha, repugnante e ofensiva exposição.
Pelos seguintes motivos repudiamos:
1. As imagens de incentivos a pedofilia, zoofilia, sexo livre e grupal, e prostituição infantil sem a devida classificação etária, ferindo frontalmente o Artigo 241 do ECA - Estatuto da Criança e do Adolescente;
2. O apoio, a não cientifica, mas estritamente perniciosa, Ideologia de  Gênero, ofendendo assim a sociedade, a família e os bons costumes;
3. O insulto de maneira grosseira e aviltante a símbolos religiosos que expressam a fé, a cultura e os valores da grande maioria da população brasileira;
4. Utilizar recursos público, pagos justamente por cerca de 90% da população ofendida, recursos esses que, desviados do seu grande propósito, que é o incentivo a arte e a cultura, utilizando-os para vituperar e ofender a crença e os valores cristãos.
Aceitamos e defendemos a liberdade de expressão, as liberdades individuais e o estado laico; outrossim, não aceitamos o uso desta liberdade para desrespeitar os que pensam de forma diferente; utilizamos assim o nosso direito constitucional e inalienável, para repudiar veementemente o posicionamento desrespeitoso dessa instituição bancária, que não é digna, com essa atitude, de ter o nome de um dos seguidores do próprio Cristo vilipendiado, Apóstolo André. As pessoas agredidas são às mesmas que dão lucros e mantém essa instituição como o 4º maior banco mundial. Os organizadores dessa exposição não tem o direito de destruir a fé, a honra e os valores da família brasileira, expondo toda a sua espúria ideologia que permeia as suas mentes e corações.  


Salvador, 20 de setembro de 2017.
Diretoria da Conframadeb

Biênio 2017/2020

21 de setembro de 2017

Essa é a impressionante reação da CNBB à exposição do Santander



Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB (foto: Agência Brasil).
Dom Leonardo Steiner, secretário geral da CNBB (foto: Agência Brasil).

Essa é a impressionante reação da CNBB à exposição do Santander

Diferente do ocorrido em outras circunstâncias, a CNBB acha que a manifestação da diocese local foi suficiente


Por 
Depois da notícia de que a Igreja Batista, a 2ª maior denominação evangélica do Brasil, deve encerrar todo tipo de relacionamento que tem com o banco, os católicos também voltaram a se perguntar nas redes sociais se alguma entidade influente ligada à Igreja Católica não teria iniciativa semelhante, já que a opção da arquidiocese de Porto Alegre – onde o escândalo aconteceu – foi adotar uma postura tímida, muito abaixo do satisfatório, dada a gravidade do que houve.
Este blogueiro pediu uma resposta da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e a declaração recebida foi a de que… não. A CNBB não vai fazer nada, por que a arquidiocese de Porto Alegre já fez e “possui autonomia como Igreja local”.
Para quem conhece a organização da Igreja Católica no Brasil essa resposta seria até aceitável, já que a CNBB realmente não faz parte da hierarquia católica, estando mais para uma “associação de bispos”. Mas não deixa de ser curioso o fato de que nas situações abaixo, e que também ocorreram em locais com dioceses que “possuem autonomia”, a CNBB se pronunciou:

  • Morte de presos em Manaus, em janeiro de 2017: Manaus tem arquidiocese, portanto, autonomia com o Igreja local. Mesmo assim a CNBB emitiu uma nota de repúdio;

  • Aniversário de um ano do rompimento da barragem de Mariana: a cidade de Mariana, em Minas Gerais, também tem arquidiocese. O caso ocorreu em 2015, e a CNBB, além de emitir nota na ocasião, também se deu ao trabalho de emitir nota sobre o aniversário do fato.

  • Seca no nordeste: o nordeste tem várias dioceses e até três divisões regionais da conferência que poderiam falar em nome da região. Mesmo assim, a CNBB – nacional – achou que devia emitir uma nota.

E como essas há muitas e muitas outras. Aos que tiverem paciência para passear pelas dezenas (ou centenas?) de notas sobre os mais variados assuntos já emitidos pela instituição podem fazer isso aqui.
Vocês vão achar de tudo mesmo. Menos uma nota sobre a exposição que repercutiu no país todo dado o escândalo envolvendo zoofilia, erotização infantil e deboche grosseiro da fé cristã. Esse tipo de coisa, para a CNBB, não precisa de nota.

Veja a resposta:
CNBB 01
Fonte: Blog Sempre Família
Divulgação: http://escolabiblicadominicalbr.blogspot.com.br

18 de setembro de 2017

Lição 13- Sobre a Família e a sua Natureza



Classe: Adultos
Revista: Do professor - CPAD
Data da aula: 24 de Setembro de 2017
Trimestre: 3° de 2017 – Reverberação:Subsídios EBD
Texto Áureo
"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne." (Gn 2.24)
Verdade Prática
O casamento foi instituído por Deus e ratificado por nosso Senhor Jesus Cristo como união entre um homem e uma mulher, nascidos macho e fêmea.
LEITURA DIÁRIA
- Segunda: Gn 1.27 - Deus criou a espécie humana
- Terça: Gn 2.18 - Deus não criou o homem para viver na solidão
- Quarta: Mt 19.4-6 - O casamento deve ser entre um homem e uma mulher
- Quinta: Js 24.15 - Minha casa e eu servimos ao Senhor
- Sexta: Sl 128.1-4 -  O segredo de uma família
- Sábado: Ef 5.31-33 - A sacralidade da família
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Gênesis 2.18-24
18 E disse o SENHOR Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora idônea para ele.
19 Havendo, pois, o SENHOR Deus formado da terra todo o animal do campo, e toda a ave dos céus, os trouxe a Adão, para este ver como lhes chamaria; e tudo o que Adão chamou a toda a alma vivente, isso foi o seu nome.
20 E Adão pôs os nomes a todo o gado, e às aves dos céus, e a todo o animal do campo; mas para o homem não se achava ajudadora idônea.
21 Então o SENHOR Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas, e cerrou a carne em seu lugar;
22 E da costela que o SENHOR Deus tomou do homem, formou uma mulher, e trouxe-a a Adão.
23 E disse Adão: Esta é agora osso dos meus ossos, e carne da minha carne; esta será chamada mulher, porquanto do homem foi tomada.
24 Portanto deixará o homem o seu pai e a sua mãe, e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne.
HINOS SUGERIDOS: 150,195, 597 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Apresentar o ensinamento bíblico sobre a origem e o propósito da família.

OBJETIVOS ESPECÍFICOS
Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
(I)        Mostrar a formação do ser humano;
(II)    Explicar a origem da família e o papel da mulher na sociedade israelita;
(III)  Especificar os princípios básicos da família;
(IV)      Conscientizar os crentes acerca do desafio da Igreja hoje.
COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO
A família é assunto de interesse geral, de cristãos e não-cristãos, de religiosos e não-religiosos. Trata-se de um projeto de Deus para os seres humanos. O livro de Gênesis traz Um breve e singelo relato de Como tudo isso começou e também revela o propósito do Deus para a família. Não existe prazo de validade para os princípios estabelecidos nessa narrativa e eles continuam valendo na atualidade. Esse é o enfoque da última lição.
l- A ORIGEM

1. O homem e a mulher.
No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade ontológica do homem e da mulher. O texto de Gênesis 1.27 diz: "E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou". A palavra hebraica usada para "homem" aqui é adam, que serve tanto para o nome do primeiro homem que Deus criou, como também para "homem" no sentido de representante do ser humano, semelhantemente à palavra grega anthropos. A expressão final, "macho e fêmea os criou", mostra que adam, nesse versículo, diz respeito ao ser humano. Isso revela a igualdade de ambos, macho e fêmea, homem e mulher, como portadores da imagem de Deus; a diferença está na sexualidade (l Pe 3.7). Ao reunir esse casal. Deus instituiu o que chamamos hoje de casamento.
PONTO CENTRAL
O casamento entre um homem e uma mulher foi instituído por Deus.

2. A formação da mulher.
A Bíblia nos conta como a mulher surgiu na história humana. Curiosamente, a formação da mulher não aparece nos antigos registros do Oriente Médio. No relato da criação, em Gênesis, a formação do homem só aparece uma vez (Gn 2.7), e seis vezes a da mulher (vv.18-23). O termo "adjutora" (v.18) quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e "ajudadora", de acordo com o que registra a Tradução Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto (SI 54.4; Hb 13.6).
O termo hebraico, kenegdó, "como diante dele" (v.18b), tem a ideia de "igual e adequado" (Gl 3.28). O relato da criação pressupõe que Deus colocou o homem com prioridade governamental (l Co 11.3), mas que ambos os sexos, homem e mulher, são mutuamente dependentes (l Co 11.11).

SÍNTESE DO TÓPICO l
A origem da família remonta a criação do homem e da mulher como a base da formação familiar.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Família, Projeto Divino
Na sociedade hebraica a família era o âmago da estrutura social. Na Tanach, exclusivamente em Berê'shlth (Gênesis), encontramos o princípio judaico-cristão da família no texto que diz: "E disse o Senhor Deus: Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma adjutora que esteja como diante dele. Então, o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre Adão, e este adormeceu; e tomou uma das suas costelas e cerrou a carne em seu lugar. E da costela que o Senhor Deus tomou do homem formou uma mulher; e trouxe-a a Adão, E disse Adão; Esta é agora osso dos meus ossos e carne da minha carne; esta será chamada varoa, porquanto do vario foi tomada. Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne, E ambos estavam nus, o homem e a sua mulher; e não se envergonhavam' (Gn 2.18,21-25), Segundo o filósofo Lévi-Strauss, o princípio da família é dado pelo texto da Escritura que diz: 'deixará o varão o seu pai e a sua mãe', regra infrangível ditada a toda a sociedade para que possa estabelecer-se e durar" (BENTHO, Esdras Costa, A Família no Antigo Testamento; História e Sociologia, Rio de Janeiro: CPAD, 2011, p.23).

II- A FAMÍLIA

1. Conceito de família entre os antigos hebreus.
O lar é parte do clã, este parte da tribo e esta, por sua vez, parte do povo/nação (Js 7.16-18). O lar constitui-se de pai, mãe e filhos (SI  128.1-4), é a família nuclear. Considerando que a base da economia do Antigo  Israel era a agricultura e o pastoreio, a família nuclear com poucos membros via-se em dificuldade por falta de mão de obra para o sustento da casa. Por isso, ela poderia se estender com parentes próximos - tios e primos - ou com duas ou mais gerações vivendo juntas (Gn 24.67).

As casas descobertas pelos arqueólogos mostram que essa família ampliada era formada, em média, de 15 membros. Quando se tratava de famílias ricas, acrescentavam-se servos e estrangeiros, como no caso de Abraão (Gn 14.14), ou como previsto na legislação mosaica (Êx 23.12). Saul, por exemplo, aparece na Bíblia com a menção de seu pai, avô, bisavô, trisavô, e também da tribo (l Sm 9.1,2).

2. O papel da mulher na sociedade israelita.
A tarefa do homem e da mulher era a mesma, sendo que a mulher cuidava da casa e ajudava o marido nos trabalhos diários para sustento da família. A sentença divina por ocasião da Queda no Éden diz: "E à mulher disse: Multiplicarei grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te dominará" (Gn 3.16). Isso significa que a mulher se dedicaria ao trabalho da mesma forma que o homem, e também à maternidade; a mulher não é inferior, mas o homem é o chefe e pastor do lar. Ela levava a criança no ventre e continuava exercendo suas tarefas. Considerando questões médicas, sanitárias e nutricionais, a gravidez era um período de alto risco para a mãe e para o bebé.

SÍNTESE DO TÓPICO II
A família nuclear constitui-se de ti, mãe e seus filhos, onde homem e mulher exercem funções distintas.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
A Constituição do Núcleo Familiar.
A constituição do núcleo familiar a priori composta por um homem e uma mulher. Mais tarde, acrescentou-se ao casal os filhos gerados dessa união. A partir do nascimento dos primeiros filhos, a família tornou-se o primeiro sistema social no qual o ser humano é inserido.

A primeira família, formada apenas duas pessoas, tornou-se numerosa meio dos filhos que, ao serem gerados, se inseriram ao núcleo familiar um indo diversos papéis dentro do ema: filho, irmão, neto, primo, etc. A família não foi criada, portanto, como um sistema fechado, mas dinâmico, e, com passar do tempo, o número de seus membros foi aumentando gradativamente, e destes formando novos núcleos familiares ligados por consanguinidade e afinidade. Para mencionar mais uma vez Lévi-Strauss, este considerava que o grupo familiar tem sua origem no casamento. Este núcleo é constituído pelo marido, pela mulher e pelos filhos nascidos dessa união, bem como por parentes afins aglutinados a esse núcleo. No contexto desse sistema familiar, cada membro do grupo passa por uma série de funções ou papéis sociais determinados tanto por fatores exógenos, que estão ligados aos cenários sociais próximos a ele, como por endógenos, ligados a idade, sexo e maturação psicológica" (BENTHO, Esdras Costa. A Família no Antigo Testamento: História e Sociologia. Rio de Janeiro: CPAD, 2011, pp.25-26).

Ill - PRINCÍPIOS BÁSICOS

1. Casamento.
É a mais fundamental de todas as relações sociais. Trata-se da união íntima e verdadeira entre duas pessoas de sexos opostos que manifestam publicamente o desejo de viverem juntas mediante um pacto solene e legal. Não existe no universo, entre os seres vivos inteligentes, uma intimidade maior do que a que existe entre marido e mulher, exceto apenas entre as três Pessoas da Trindade. Deus estabeleceu a família para companheirismo mútuo e felicidade, para uma convivência amorosa. A declaração: "Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne" (Gn 2.24-), apresenta três princípios básicos sobre o casamento: monogamia (l Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19.6).

2. Monogamia.
O termo diz respeito às sociedades que adotam o princípio do casamento de um homem com uma única mulher e vice-versa, conforme estabelecido pelo Criador. As palavras "e apegar-se-á à sua mulher" (v.24) apontam para o princípio monogâmico; o texto não diz "às suas mulheres", mas, pelo contrário, "à sua mulher". Essa verdade expressa o pensamento bíblico (l Co 7.2; l Tm 3.2).
3. Heterossexualidade.
Um dos propósitos divinos na criação do homem e da mulher é a procriação, visando a conservação dos seres humanos na terra: "[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Quando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma: "[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal. O homem se une sexualmente a sua esposa, como resultado do amor conjugal, não só para procriar, mas para uma vivência afetuosa, agradável e prazerosa (Pv 5.18). O relacionamento sexual aprovado na Bíblia é o de um homem e de uma mulher dentro do matrimónio. O pai e a mãe são o referencial para a formação tanto do menino quanto da menina. Acima de qualquer exemplo, o comportamento estabelecido para o homem e para a mulher deve vir da Palavra de Deus.

4. Indissolubilidade.
A natureza indissolúvel do casamento vem desde a sua origem: "e serão ambos uma só carne" (v.24b). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento (Mt 19.6). O voto solene de fidelidade um ao outro "até que a morte os separe", que se ouve dos nubentes numa cerimônia de casamento, não é mera formalidade (Ml 2.14). O casamento só termina pela morte de um dos cônjuges (Rm 7.3), pela infidelidade conjugal (Mt 5.32; 19.9) ou pela deserção por parte do cônjuge descrente (l Co 7.15).
SÍNTESE DO TÓPICO III
Os princípios básicos da família são o casamento monogâmico, sua indissolubilidade e a heterossexualidade.


CONHEÇA MAIS
A natureza indissolúvel do casamento
"'Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma só carne' (Gn 2.24). O Senhor Jesus Cristo disse que essa passagem bíblica significa a indissolubilidade do casamento: 'Assim não são mais dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus ajuntou não separe o homem' (Mt 19.5,6). É uma união íntima entre duas pessoas de sexos opostos que assumem publicamente o compromisso de viverem juntas; é uma aliança solene, um pacto sagrado, legal e social." Para conhecer mais, leia Casamento, Divórcio & Sexo à Luz da Bíblia, CPAD, pp. 16,17.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Prezado professor, prezada pro­fessora, reproduza o esquema abaixo na lousa ou em cópias:
CASAMENTO



MONOGAMIA



HETEROSSEXUALIDADE



INDISSOLUBILIDADE



Após expor o tópico, solicite aos alunos que respondam com as próprias palavras o conceito de cada vocábulo, Enquanto eles respondem, vá preen­chendo a outra coluna do quadro. Em seguida, discuta com eles as implicações da defesa desses princípios diante de uma sociedade cada vez mais liberai nesses valores.

IV-O DESAFIO DA IGREJA

1. Institucionalização da iniquidade.
A tendência humana é desafiar a Deus em tudo; isso vem desde a Torre de Babel (Gn 11.4) e vai continuar até o final dos tempos. E com a sagrada instituição da família não é diferente, uma vez que Deus a instituiu como união entre um homem e uma mulher (Gn 2.24; 1.27,28), o atual sistema de coisas quer institucionalizar a iniquidade ao considerar legítima diante de Deus a união de pessoas do mesmo sexo. É ir longe demais, em uma verdadeira afronta a Deus (Lv 18.22; 20.13).

A Bíblia condena a prática homossexual, ou pecado de Sodoma, para usar o termo bíblico (Dt 23.17; Jd 7). O avanço dessa prática é um dos sinais do fim dos tempos (Lc 17.28-30). A Bíblia condena de maneira direta tal estilo de vida (Rm 1.26,27; l Co 6.10; l Tm 1.9,10).

2. A inversão de valores.
O que se vê hoje é a tentativa de tornar o errado certo e o certo, errado (Is 5.20). O mundo atual está invertendo os valores em busca do hedonismo, ou seja, a procura indiscriminada do prazer, gozo sensual, deleite sexual (l Jo 2.16). Mas essas autoridades vão prestar contas de tudo isso (Is 10.1). Esse também era o desafio da Igreja do período apostólico. O apóstolo Paulo denunciou também essa inversão de valores, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!"(Rm 1.25; ARA).

SÍNTESE DO TÓPICO IV
A Igreja de Cristo está diante da institucionalização da iniquidade e da inversão de valores. O desafio é urgente!

SUBSÍDIO VIDA CRISTÃ
Os Apelos da Consciência
O apóstolo Paulo entendeu a ligação entre uma consciência cristã e uma mente espiritual. Ele escreveu: 'Mas o que é espiritual discerne bem tudo, e ele de ninguém é discernido. Porque quem conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós ternos a mente de Cristo' (l Co 2.15,16).

O cristão que tem a mente de Cristo conhece a sua vontade e seu propósito, por isso ele aprende a viver com uma consciência dos valores morais e espirituais estabelecidos por sua Palavra. Quando praticamos alguma ação, dizemos uma palavra, pensamos algo ou adotamos alguma atitude, devemos agir com uma mente espiritual. Ao avaliar essas várias situações, nossa consciência acenderá sua luz verde ou vermelha, concordando ou discordando; acusando ou defendendo. O julgamento da consciência será de acordo com o senso de justiça que a estiver dominando, se estiver purificada, jamais ela concordará com o erro; se contaminada, ela não conseguirá julgar corretamente. Devemos sempre comparar nossas ações à luz da justiça que a Bíblia apresenta. Nossas ações devem corresponder à uma consciência baseada na Palavra de Deus (2 Tm 3.16,17)" (CABRAL, Elienai. A Síndrome do Canto do Galo: Consciência Cristã. Um desafio à ética dos tempos modernos, 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2000, p.134).

CONCLUSÃO
Diante do exposto, entendemos que Deus criou o homem e a mulher para ser mutuamente dependentes, entretanto, cada um em sua particularidade, para juntos, com os filhos, "a herança do Senhor", formarem um núcleo familiar. Essa é, então, a primeira estrutura social humana.

PARA REFLETIR
A respeito da família e sua natureza, responda:
• O que aconteceu quando Deus criou o primeiro casal, Adão e Eva?
No relato da criação, ambos aparecem juntos, mostrando a igualdade ontológica do homem e da mulher.
• Qual a ideia de ajudadora "como diante dele"?
O termo "adjutora" quer dizer "auxiliadora", conforme vemos na Almeida Revista e Atualizada e "ajudadora", de acordo com o que registra a Tradução Brasileira. Isso não inferioriza a mulher, pois os termos "auxiliador" ou "ajudador" devem ser entendidos à luz do contexto. O termo hebraico, kenegdó. "como diante dele", tem a ideia de "igual e adequado".
• Quais os três princípios básicos apresentados em Gênesis 2.24?
Monogamia (l Co 7.2), heterossexualidade (Gn 4.1,25) e indissolubilidade (Mt 19.6).
• O que visa a diferenciação dos sexos?
Visa a conservação dos seres humanos na terra:"[...] macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.27,28). Quando Deus formou a mulher da costela de Adão, a Bíblia afirma:"[...] deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher" (Gn 2.24). Isso mostra que a diferenciação dos sexos assegura as particularidades de cada um na união conjugal, postura necessária à formação do casal.
• Onde encontramos no Novo Testamento a denúncia contra a inversão de valores?
O apóstolo Paulo denunciou a inversão de valores, dizendo que "mudaram a verdade de Deus em mentira, adorando e servindo a criatura em lugar do Criador, o qual é bendito eternamente. Amém!" (Rm 1.25; ARA).

Fonte: Lições Bíblicas de Adultos – CPAD – 3° Trimestre de 2017

Fonte: Lições Bíblicas de Adultos – CPAD – 3° Trimestre de 2017
Divulgação:escolabiblicadominicalbr.blogspot.com.br

Lição 12 - O Mundo Vindouro


Classe: Adultos
Revista: Do professor - CPAD
Data da aula: 17 de Setembro de 2017
Trimestre: 3° de 2017 – Reverberação:Subsídios EBD
Texto Áureo
"E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe." (Ap21.1)
Verdade Prática

Cremos no Juízo Final, no qual serão julgados os que fizerem parte da Última Ressurreição; e cremos na vida eterna para os infiéis.

LEITURA DIÁRIA
- Segunda: At 24.15 - Todos os mortos serão ressuscitados
- Terça: Is 65.20-22 - A longevidade humana, característica do Reino Milenar de Cristo
- Quarta: 1Co 15.26 - A morte será aniquilada para sempre no Juízo Final
- Quinta: Mt 25.46 - Há na eternidade um lugar para os justos e outro para os injustos
- Sexta: Ap 20.1-3 - O Milénio será instaurado por ocasião da vinda de Cristo em glória
- Sábado: Ap 22.3-5- Uma amostra da glória do lar dos santos
LEITURA BÍBLICA EM CLASSE
Apocalipse 21.1-5
1 E VI um novo céu, e uma nova terra. Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe.
2 E eu, João, vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que de Deus descia do céu, adereçada como uma esposa ataviada para o seu marido.
3 E ouvi uma grande voz do céu, que dizia: Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles, e será o seu Deus.
4 E Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas.
5 E o que estava assentado sobre o trono disse: Eis que faço novas todas as coisas. E disse-me: Escreve; porque estas palavras são verdadeiras e fiéis.

HINOS SUGERIDOS: 2, 36, 276 da Harpa Cristã

OBJETIVO GERAL
Expor a doutrina bíblica do Milênio, do Juízo Final e da nova criação de todas as coisas.
OBJETIVOS ESPECÍFICOS
l Abaixo, os objetivos específicos referem-se ao que o professor deve atingir em cada tópico. Por exemplo, o objetivo l refere-se ao tópico l com os seus respectivos subtópicos.
(I)           Descrever a doutrina bíblica do Milénio;
(II)         Explicar o Juízo Final;
(III)       Esclarecer a doutrina bíblica sobre a nova Criação.

 INTERAGINDO COM O PROFESSOR
"Eis que faço novas todas as coisas", diz a Palavra de Deus (Ap 21.5). Será o dia em que Deus fará tudo novo. Um mundo novo. Uma realidade nova. Novo! Tudo novo! Será o tempo em que o Rei dos reis, o próprio Senhor, intervirá na história do mundo e trará consigo uma nova realidade. "Céus novos e terra nova" sintetizam a dimensão cosmológica dessa nova Criação. Será o dia em que de eternidade em eternidade estaremos sempre com o Deus da glória. Os santos apóstolos anelaram por essa esperança. Por isso, como Igreja do Senhor, somos estimulados pelas Escrituras a mantermos viva a chama da esperança da vinda do Senhor.

COMENTÁRIO
INTRODUÇÃO

mundo vindouro abordado na presente lição pretende mostrar o que virá depois do Juízo Final, o novo céu e a nova terra, a nova Jerusalém, o lar dos santos na eternidade e por toda a eternidade. Trata-se definitivamente do epílogo da história humana. Mas haverá alguns eventos que precederão o mundo vindouro, como o Reino de Cristo de mil anos, o Juízo Final e a ressurreição de todos os incrédulos, bem como o seu destino final.   
PONTO CENTRAL
Deus consumará todas as coisas, pois haverá novos céus e nova terra.

I-SOBRE O MILÊNIO

1. Descrição.
O milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período. Satanás será aprisionado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cristo em glória (Ap 20.2,3). Isso significa que a ação destruidora de Satanás na terra será neutralizada, iniciando-se assim uma nova ordem de coisas. É a tão almejada paz universal, pois nesse reino haverá perfeita paz, retidão e justiça entre os seres humanos e também harmonia no reino animal (Is 9.7; 11.5-9). A longevidade das pessoas, a garantia do sucesso no trabalho e a resposta imediata às orações são algumas das características do reino do Messias (Is 65.20-25). A sede de seu governo será Jerusalém: "[...] porque de Sião sairá a lei, e de Jerusalém, a palavra do SENHOR" (Is 2.3).

O Senhor Jesus se assentará sobre o trono de Davi, e de Jerusalém reinará sobre toda humanidade. Esse reino, que trará salvação aos judeus, é a conclusão do programa divino sobre o povo de Israel (Is 59-20; Rm 11.26). 2. Sobre a ressurreição dos mortos. A Bíblia ensina que os justos e os injustos serão ressuscitados (Dn 12.2; Jo 5.29; At 24.25).

Mas em Apocalipse ficamos sabendo que há um intervalo de mil anos entre essas ressurreições.
A primeira ressurreição é a dos justos, e a outra é a última ressurreição: "Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se acabaram. Esta é a primeira ressurreição" (Ap 20.5). São partes da primeira ressurreição os santos provenientes da Era da Igreja e os do Antigo Testamento, juntamente com os mártires da Grande Tribulação (Ap 6.9-11; 20.4). Convém salientar que a ressurreição divide-se em duas fases.
Por ocasião do arrebatamento da Igreja (l Co 15-52; l Ts 4.16; Ap 20.6), serão ressuscitados os súditos dos reis. Quanto à ressurreição dos injustos, também conhecida com Ressurreição Universal ou ainda na última Ressurreição, envolverá todos os descrentes desde o princípio do mundo até aquele dia.

SÍNTESE DO TÓPICO l
Milênio: um tempo em que o Senhor Jesus reinará sobre toda a humanidade.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
MILÊNIO
A palavra 'milênio' vem dos termos latinos Mille e annum ('ano')- A palavra gregachilias, que também significa "mil', aparece por seis vezes em Apocalipse 20, definindo a duração do Reino de Cristo antes da destruição do velho céu e da velha terra.

O Milênio, portanto, refere-se aos mil anos do futuro Reino de Cristo sobre a terra, que virá imediatamente antes da eternidade (Ryrie, pp.145-146). Durante o Milênio, Cristo reinará no tempo e no espaço.

[...] PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS E CONDIÇÕES DO MILÉNIO
O Milênio será um tempo de controle tanto político como espiritual. Politicamente, ele será universal (Dn 2.35), discricionário (Is 11.4) e caracterizado pela retidão e justiça. Será zeloso para com os pobres (Is 11.3-5), mas trará recriminação e juízo para quem transgredir as ordenanças do Messias (SI 2.10-12).

Este reino literal de Cristo sobre a terra também terá características espirituais. Acima de tudo, será um reino de justiça, onde Cristo será o Rei e governará com absoluta retidão (Is 23.1). Será também um tempo em que se manifestarão a plenitude do Espírito e a santidade de Deus (Is 11.2-5), 'Naquele dia, se gravará sobre as campainhas dos cavalos: Santidade Ao Senhor [...] e todas as panelas em Jerusalém e Judá serio consagradas ao Senhor dos Exércitos' (Zc 14.20-21).

Tudo, do trabalho à adoração, será santificado ao Senhor, O pecado será punido (SI 72.1-4; Zc 14.16-21) de maneira pública e justa. A era messiânica também será caracterizada por um reinado de paz (Is 2,4; 11,5-9; 65.25; Mq 4.3).

As profecias de Isaías revelam outras características, incluindo:
•  Alegria (Is 9.3-4);
•   Glória (Is 24,23)     
•  Justiça (Is 9.7);
•  Conhecimento pleno (Is 11,1-2);
•  Instruções e orientações (Is 2,2-3);
•  Fim da maldição sobre a terra e a eliminação de toda enfermidade (11.6-9; 33.24);
•  Maior expectativa de vida (Is 65.20);         
•  Prosperidade no trabalho (Is 4.1; 35.1-2; 62,8-9)
•  Harmonia no reino animal (Is 11,6-9; 62.25).

Sofonias 3.9 e Isaías 45.13 afirmam que, no Milênio, a linguagem e a adoração serão puras. A pura adoração será possível por causa da maravilhosa presença de Deus (Ez 37,27-28), A presença física do Messias garantirá estas bênçãos. Walvoord diz: "A gloriosa presença de Cristo no cenário do Milênio é, logicamente, o foco de toda a espiritualidade e adoração (Walvoord, p.307)" (LAHAYE, Tim; HINDSON, Eu. (Eds.). Enciclopédia Popular de Profecia Bíblica. Rio de Janeiro: CPAD, 2013, p.318).

II - SOBRE O JUÍZO FINAL

1. Descrição.
É conhecido como o Juízo do Grande Trono Branco: "E vi um grande trono branco" (Ap 20.11). Aqui serão julgados "os outros mortos", aqueles que não fizeram parte da primeira ressurreição (Ap 20.5). Isso mostra que ficam de fora os crentes da primeira ressurreição, pois eles já fazem parte do reino de Cristo e estão com o corpo glorificado (Ap 20.4). Deus instaurará esse juízo após a última rebelião de Satanás, que acontecerá depois dos mil anos do reinado de Cristo (Ap 20.7). Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo: "o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo" (Jo 5.22).

2. O julgamento.
Não há menção de vivos no Juízo Final: "E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante do trono, e abriram-se os livros. E abriu-se outro livro, que é o da vida. E os mortos foram julgados pelas coisas que estavam escritas nos livros, segundo as suas obras" (Ap 20.12). Os "grandes e pequenos" não se referem à idade, adultos e crianças, mas a status, pessoas de todas as classes sociais. Todos eles serão julgados com base nas obras registradas nesses livros. O resultado desse julgamento é a condenação eterna: "E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo" (Ap 20.15). Não existe aqui lugar para o sono da alma, nem para uma segunda oportunidade, muito menos para o aniquilamento.

3. Destino dos ímpios.
É o inferno, descrito aqui como "lago de fogo" ou "ardente lago de fogo e enxofre" (Ap 19.20). Esse lugar foi preparado para o Diabo e seus anjos (Mt 25.41), e não para os seres humanos, mas será o destino final dos perdidos por causa da sua incredulidade e desobediência, pois a vontade de Deus é que ninguém se perca, mas que todos sejam calvos (l Tm 2.4).

a) Hades.
A Septuaginta emprega esse termo para traduzir o hebraico sheol, no Antigo Testamento, que significa o "mundo invisível dos mortos" (51 89-48). Ambos os termos se traduzem, às vezes, por "inferno" na Almeida Revista e Corrigida (SI 9.17; Mt 16.18).
O lugar serve como estágio intermediário dos mortos sem Cristo, uma prisão temporária até que venha o Dia do Juízo (Ap 20.13,14). Os condenados que partiram desde o início do mundo permanecem lá, conscientes e em tormentos, sabendo perfeitamente porque estão nesse lugar (Lc 16.23,24).

b) Geena.
O mundo judaico contemporâneo de Jesus cria que a Geena era o lugar no qual os ímpios receberiam como castigo o sofrimento eterno. O termo, traduzido por "inferno", foi usado pelo Senhor Jesus nos evangelhos: "Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" (Mt 23.33), e indica o lago de fogo apocalíptico.

SÍNTESE DO TÓPICO II
O Juízo Final é o evento que sacramentará o destino dos ímpios.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
"Embora o trono de Deus seja o trono de julgamento, Jesus declarou: 'E também o Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo' (Jo 5,22), O único Mediador entre Deus e a humanidade tornar-se-á também o Mediador do julgamento. Por conseguinte, Jesus assentar-se-á sobre o trono. E tão grande será a sua majestade, que a terra e o céu 'fugirão', não havendo mais para eles 'lugar, no plano de Deus'.

Isto posto, abrir-se-á caminho para os novos céus e a nova terra. Eis os que comparecerão diante do grande trono branco: 'os mortos, grandes e peque- Ap 20.12).

Quanto aos justos, por haverem participado da primeira ressurreição, já terão corpos imortais e incorruptíveis. Portanto, os mortos que estarão de pé, diante do grande trono branco, para serem julgados, serão os outros mortos' (Ap 20.5) que não tomaram parte na primeira ressurreição por ocasião do arrebatamento. Esses serão os "mortos ímpios', incluindo os que foram consumidos após o Milênio, por haverem seguido a Satanás" (MENZIES, WHliam W.; HORTON, Stanley M. Doutrinas Bíblicas: Os Fundamentos da nossa Fé. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, (95, pp.207,08).

Ill - SOBRE A NOVA CRIAÇÃO

1. Um novo céu e uma nova terra.
O quadro descrito no texto da Leitura Bíblica em Classe diz respeito à nova criação, ou seja, não se trata, pois, de uma renovação ou de alguma restauração, mas de tudo ser novo: "Eis que faço novas todas as coisas" (v.5); "Porque eis que eu crio céus novos e nova terra; e não haverá lembrança das coisas passadas, nem mais se recordarão" (Is 65.17). Essa promessa reaparece no Novo Testamento (2 Pe 3.13). O velho mundo vai desaparecer (Is 34.4; 51.6; 2 Pé 3.7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus: "E vi um grande trono branco e o que estava assentado sobre ele, de cuja presença fugiu a terra e o céu, e não se achou lugar para eles" (Ap 20.11). Essa palavra profética é reiterada mais adiante: "Porque já o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe" (v.1). O universo físico não se susterá diante da pureza, santidade e glória daquele que está assentado sobre o trono.

2. A nova Jerusalém.
Antes de tudo, convém ressaltar que a nova Jerusalém "que de Deus descia do céu" (v.2) não é a mesma Jerusalém do Milênio. Isso é de fácil compreensão. Aqui já estamos no período pós-milênio. A descrição da cidade mostra com abundância de detalhes que a sua glória excede em muito ao da Jerusalém milenial (Ap 21.9-21). O templo dela é Deus e o Cordeiro (v.22); a cidade não necessita de sol nem de lua (v.23), e nela não haverá noite (v.25). Nós veremos o rosto de Deus e do Cordeiro (Ap 22.4), e a glória de Deus e de Cristo nos alumiará para sempre (Ap 22.5). A nova Jerusalém é chamada ainda de "a Jerusalém que é de cima" (Gl 4.26) e a "Jerusalém celestial" (Hb 12.22).

3. A eternidade dos salvos.
A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os ' salvos em Cristo. O próprio Deus estará continuamente entre os humanos: "Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará" (v.3), e Deus mesmo limpará de nossos olhos toda a lágrima (v.4). Ali não haverá morte, que é o último inimigo a ser derrotado (l Co 15.26,54). O pecado será banido para sempre, e ali nunca mais haverá maldição contra alguém (Ap 22.3). É a nossa eterna bem-aventurança. Aqui está o final glorioso da jornada da Igreja.

SÍNTESE DO TÓPICO III
Novos céus e nova terra será uma nova realidade implantada por Deus.

SUBSÍDIO DIDÁTICO
Prezado professor, prezada professora, antes de iniciar este tópico, introduza-o fazendo algumas perguntas sugeridas abaixo:
•   O que você entende por "novos céus" e "nova terra"?
•   O que a expressão "nova Jerusalém" representa para você?
•   Em que está baseada a sua esperança?
Note que cada pergunta está respectivamente de acordo com cada subtópico deste terceiro tópico. Após fazê-las à classe, dê um tempo para que os alunos respondam. Ouça com atenção e, em seguida, exponha o tópico dando ênfase às possíveis dúvidas identificadas nas respostas fornecidas por eles.
CONHEÇA MAIS
Primeira Ressurreição
"De Maneira geral, assim é visto o arrebatamento da Igreja que, juntamente com o rapto dos vivos, constituir-se-á também da revificação, imortalização e glorificação dos que morreram em Cristo (l Co 15.50-57)". Para conhecer mais, leia Dicionário Teológico, CPAD, p.320.

CONCLUSÃO
Nós cremos que, assim como todas as profecias sobre a primeira vinda do Messias se cumpriram, de igual modo todas as profecias sobre o mundo vindouro se cumprirão também, pois Deus é fiel.


PARA REFLETIR
A respeito do mundo vindouro, responda:
• O que é o Milênio?
O milênio é o reino de Cristo de mil anos. Nesse período, Satanás será aprisionado no abismo instalado por ocasião da vinda de Cristo em glória (Ap 20.2,3).
• Quem são os que fazem parte da primeira ressurreição?
Por ocasião do arrebatamento da Igreja, serão ressuscitados os súditos do Rei dos reis.
• Quem executará o juízo do Grande Trono Branco?
Deus executará esse juízo por meio de Jesus Cristo.
• Por que o velho mundo precisa desaparecer?
O velho mundo vai desaparecer (Is 34.4; 51.6; 2 Pe 3.7,10,12) por causa da sua contaminação; os céus e a terra não poderão resistir à santidade e à glória de Deus.
• Onde é o eterno lar dos santos?
A nova Jerusalém é o eterno lar de todos os salvos em Cristo.

Fonte: Lições Bíblicas de Adultos – CPAD – 3° Trimestre de 2017
Divulgação:http://escolabiblicadominicalbr.blogspot.com.br